Wellington..07/04/2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sonhos inocentes..De repente se despedaçam pelo chão..
Sem nenhum barulho..Você sabe que não é o único..
Eu sei..Eu assisto... 

Eu escuto ao desespero enquanto você é atirado para fora da vida..

Olhos inconseqüentes..Num subto surto, um tiro em vão..
Ache uma porta que te leve para fora da vida, a única..
Não sei..Não minto..
Você não pode escrever com sangue dos outros a sua despedida..

Meu Deus.. Mande uma luz para cima de mim..de nós..dele..



Antes havia o medo, agora, implore por extrema-unção..
Alivie os pecados da sua cruz..Com trinta e oito..

Trinta e oito..palavras..Em 4 letras..
Todos nós estávamos perdidos..A diferença é que há sangue nas suas mãos..

Mãos minhas, minhas mãos, fechadas, abertas, limpas..


Feche os olhos, você os sentiu quando cortou na transversal
A linha da sua fala..Do teus olhos ao meio..?

Agora deite-se de costas..E esperes
Arrastam-te escondidos, eles sentem a sua presença, o sangue em suas mãos.
 

" Quando você olhar para cima..E me ver derramando lágrimas..NUNCA..NUNCA ouse pensar que elas são de pena..É que a raiva que eu tenho contra a impunidade não se pode medir em palavras, por isso elas escorrem dos meus olhos antes de alcançar os meus lábios." 

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