À uma pessoa

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pode parecer infantilidade minha,
mas não sou bom com as palavras faladas
Talvez seja melhor com as escritas,
por isso resolvi escrever.

Odeio a forma como me deixa de lado
para ficar com seus “amigos”
Odeio a forma com que nos afastamos,
Odeio ter que ficar apenas te olhando,
Odeio sua desconfiança comigo,
Odeio não conseguir dormir direito por sua culpa,
Odeio já ter tentando te esquecer,
Mas se tem uma coisa que eu não odeio,
é você.

Tudo começou do nada.
Em menos de um ano passamos de desconhecidos à amigos
E do nada você gostou de mim,
No começo relutei, achei que seria mancada com um amigo

Mas vi que não podia mais suportar,
Estava entre a cruz e a espada,
até que em uma noite te beijei,
mas pena que tudo ficou naquela noite.
Me lembro de você pedindo paciência.
Me lembro também do início das desconfianças
que para mim foi que o que nos afastou, além dos seus motivos
Me lembro como aos poucos nos afastamos
e hoje quase nem nos falamos.

Talvez o que eu queira fosse muito pra você,
Mas eu só queria estar ao seu lado,
Sim, eu me apaixonei, perdidamente,
não me arrependo de nada do que eu fiz
faria tudo de novo.

Quem sabe se você tivesse se arriscado mais,
quem sabe se eu tivesse me arriscado mais,
Tudo isso poderia dar certo?
Quem sabe tudo ainda possa dar certo?

Se quiser saber,
lembro de tudo que aconteceu naquela noite,
todos os detalhes,
todas as palavras,
o modo com que te puxei par fora,
nossa troca de olhares e abraços,
aquele passeio de mãos dadas pela escada,
e a timidez com que voltamos para dentro.

Ter ficado com você me trouxe uma mistura de sensações:
Amor e felicidade,
mas ao mesmo tempo
raiva e uma dor no coração.

Bem, eu queria mesmo é uma coisa de você,
Um beijo, beijo esse que
acabasse de vez com o que nem começou, ou,
que nos fizesse amigos novamente, ou
que fosse o começo de um amor.

- Marco Pissinatti

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