Nas escuras paredes de seu quarto ele sente alguém.
Em cada toque, em cada deslizar poético que sua lingua exerce em um indevido devaneio , ele sente alguém.
Em cada sílaba articulada e dissimulada dentre entrelinhas que já lhe usaram, ele sente alguém.
Cansado de escuridão, abre-se a janela.
- Eu só vejo muros..
Olhando através dos teus olhos..
Eu só vejo muros.
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