Eu nunca escrevi nada que não terminasse em lágrimas.
Talvez essa seja a primeira lembrança que eu escrevo de você que terá um final diferente, porque talvez eu até esteja me acostumando a ouvir “ amigo “ dos teus lábios e retrucar com um pequeno sorriso, pequeno, mas mesmo assim carrega a grandeza de ser um sorriso.
Talvez, daqui 30 anos, ao rever esta página amarelada, eu me arrependa, ou isso pode acontecer daqui 30 segundos, porque se tem uma coisa que o seu não-amor me ensinou de verdade, é que não podemos esperar nada de uma pessoa, mesmo que você seja capaz de adivinhar cada segundo de sua vida, ela é uma pessoa e isso já é o suficiente para ser mutável num leque de oportunidades quase que infinitas.
Oportunidades.. Essa é a apalavra que me motiva a escrever hoje. Talvez seja a falta delas ou o excesso de não aproveitá-las que me fez sorrir, chorar, amar..Me fez ser humano.
Amar você pode não ter sido a experiência mais linda da minha vida – não pelo menos na vida real - , mas foi a experiência que me fez construiu sonhador.
Admito que caí muitas vezes antes de estar de pé na ponta dessa montanha, mas como dizia um jovem com um vetusto espírito: “ Deus só criou os poços para que o ser humano soubesse enxergar a beleza das montanhas.” – E por experiência própria, aqui de cima tenho a visão mais linda de todos os mundos que cabem num “eu te amo”.
Talvez isso nunca tenha sido real, talvez nunca tenha existindo um NÓS, ou um “ eu me importo” como resposta, mas como diz a minha amiga futura psicóloga : “ Vivendo tudo isso ou não, foi real, pelo menos para você.”
Prefiro sangrar com cortes de amor, do que me arriscar a viver essa experiência de acordar todos os dias sem uma única cicatriz.
Talvez eu ame, talvez ouça um sim, talvez encontre você de novo, talvez eu sorria de volta..
São tantas dualidades na vida de um ser humano.. Que TALVEZ a maior delas seja o amor.
São tantas dualidades na vida de um ser humano.. Que TALVEZ a maior delas seja o amor.
Roberto Mota

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