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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

“ Como é de praxe, nada vem do nada, e eu dedico este poema à uma persona.
Isso mesmo! À uma persona ! A personificação da própria decepção, o amor doentio do EGO.”

É como se você fosse uma droga..
Viciando cada gota do meu sangue..
Como um demônio que eu não posso expulsar
Consumindo a minha cabeça..Tão devagar.

Você me caça por dentro e por fora..
E eu sou só a presa..
Fugindo de você o tempo todo..
Eu sou só a presa..

Eu sei que deixo você assumir todo o controle..
É como se o único conforto que eu tenho
É saber que as sobras que escorrem dos teus lábios
Me fazem companhia..
 
Você é como uma prostituta
Sendo paga para sugar toda a vida de dentro de mim..
E num último suspiro quase que orgástico..
O ar se vai..E ele não volta mais..
Como uma doença você consome,destrói
Cerra meus olhos..Você assassina..
Qualquer vestígio de humanidade
Que eu carreguei em vida..
É como um fantasma..Deixando seu rastro
Fingindo que a sua morte valeu a pena..
“ Você venceu a guerra, agora me deixe em paz..”
Eu sei que essas palavras são ditas só na minha cabeça..
Mas eu não respiro sem você queimar..
A minha mente, a minha alma, os meus sonhos..
É como se eu fosse mais seu do que eu..
Quando eu me pego tentando pecar..
Na minha frente, nessa calma, seu medo risonho..
Eu me agarro em qualquer grama de esperança que escorre dos teus dedos..




E quando num ato desvirtuado do meu vicio eu assassinar você.. Talvez Deus me condene por suicídio, mas nas entranhas do inferno..Eu terei pena da sua alma.

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