Confissões do teu suicídio

domingo, 18 de setembro de 2011

Enquanto meus braços silenciosamente buscam refúgio nessa lâmina tão fria
sinto a vida escorrer dentre meus dedos,
Ela não deveria escorrer dos meus olhos?
Ou só assim a doce e vermelha vida se mistura com a transparente e amarga apatia?


5,4,3... Os segundos são apenas uma figuração numérica, personifique-se
Faça parte das paredes destes castelos de areia.
Desmorone junto com todo o tempo que você mesmo deu, purifique-se
O Tempo ressaca teus olhos, mas ele resseca minha boca
Quando se ama alguém, ninguém morre sozinho. Nunca.]

Ame-se, Odeia-me, acredite no que teme
Ou tema o que você acredita
Mas  exista de algum modo.
Arme-se, Atei-te ao perdão que semeia

Tome como teu o rancor

Que faz correr o sangue nas tuas veias.

Mas exista, de algum modo.]


 Eu posso assistir o meu mundo arder em

chamas milhões de vezes,

isso não dói mais do que as palavras que você

usa para me

despedaçar, na última e insana tentativa de

manter-se inteiro.

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